domingo, 20 de setembro de 2009

Reequilíbrio da Energia Física e Mental

Palestra do Professor de TAI CHI CHUAN Douglas Wenzel Rodrigues


Tema: Reequilíbrio da Energia Física e Mental


REVENDO O CONCEITO DE ENERGIA NO CORPO

A energia não deve ser considerada apenas como um fenômeno fisicamente detectável por instrumentos medidores, a exemplo dos tantos já existentes.
Haveria, pois, algum aparelho capaz de medir a felicidade ou a depressão das pessoas? E se assim o fosse haveria algum parâmetro para se verificar a intensidade destes sentimentos e fazer uma comparação para poder se afirmar que alguém é mais feliz do que outrem?
Precisamos compreender a idéia de que a energia é algo muito mais amplo do que a manifestação física. Ela nasce nos planos sutis e é para lá que retorna, após percorrer seu trajeto e deixar as suas conseqüências.
Nosso corpo físico, neste caso, é o caminho projetado para a manifestação da energia, que, verifica-se sempre, em primeira instância, em nossas emoções e sentimentos, vindo a surtir efeitos posteriores no organismo propriamente dito.
Quando alguém acredita estar doente, é preciso logo tratar de fazê-lo mudar esta concepção. Isto é muito importante.
Quando iniciamos um trabalho de auto-observação e disciplina, começamos a notar que podemos melhorar muito a qualidade de energia que circula em nós mesmos.
É por isso que o stress faz tanto mal, pois é um conjunto de fatores externos atuando e determinando o que devemos fazer, quando o certo seria nos conectarmos comum processo contrário.


A ENERGIA NO TAO E OS CINCO ELEMENTOS

Existe dentro do Universo duas Leis muito preciosas:

- A lei do Tao

É a essência de tudo o que existe, considerando aquilo que conhecemos e aquilo que ainda não podemos os conectar, em outras palavras, todo o universo.
As representações das energias Yin e Yang, nos sugerem a idéia da bipolaridade (negativo/positivo) (homem/mulher) (preto/branco), etc.
São também a demonstração da evolução dos ciclos de todo e qualquer processo, seja ele bom ou ruim, que aparecem na existência dos seres, além de nos mostrar a decrepitude destes processos e a sua transformação, ou seja, o início de uma nova fase com novos ensinamentos.
Para o sentido energético, podemos colocar que seria uma combinação destas duas polaridades, a serem mantidas de tal forma a nos proporcionar um equilíbrio por todo o corpo.
Este equilíbrio, como demonstra a linha entre as duas lateralidades do símbolo, é dinâmico e sinuoso. Devemos entender com isso, que a receita de equilíbrio não pode ser comparada às receitas convencionais. Ela será adequada a cada indivíduo e assumirá a forma que os seus processos psicofísicos determinarem.
Cada ser possui em seu microcosmo, um TAO íntimo, que, em síntese, reflete e possui as mesmas características do grande TAO supremo, chamado TAIJI.
Caberá a cada um, descobrir o seu ponto de equilíbrio, principalmente na questão da masculinidade e feminilidade.


OS CINCO ELEMENTOS (Linha Oriental)
Quando o homem se coloca com os pés afastados, braços abertos e cabeça erguida, mirando o horizonte, pode-se projetar nele cinco pontos extremos, quais sejam: ponta dos dois pés, pontas das duas mãos e topo da cabeça.
A lei dos cinco elementos também é muito abrangente, porém é mais direta e palpável quanto à energia dos seres humanos.
Cinco são também as fontes de energia aí consideradas:

ELEMENTOS FONTE DE ENERGIA
Madeira Energia Cósmica
Fogo Energia Interpessoal
Terra Energia dos Alimentos Sólidos e Líquidos
Metal Energia dos Alimentos Gasosos
Água Energia Ancestral

Percebemos, portanto, como o ser humano é mais complexo do que se possa conceber quando o consideramos apenas um aglomerado de matéria física.
Se assim o fosse, mais de metade das qualidades energéticas seriam descartadas. Aliás, isso acontece com muita freqüência. Podemos dizer inclusive que, mesmo a energia dos alimentos é muito mal administrada pela maioria das pessoas.
Cada uma das cinco energias têm igualmente valor importante, ainda que se componham de forma distinta umas das outras.
Finalizo a explanação, propondo a todos que atentem mais para o Universo que os circunda, e que, aos poucos, percebam melhor o próprio Universo íntimo. Certamente, se tiverem persistência, experimentarão a grandeza deste conhecimento.

sábado, 12 de setembro de 2009

Massagem para Cabeça e Pescoço

Massagem para Cabeça e Pescoço

Algumas das principais debilidades do organismo humano se devem ao fato de não haver uma circulação correta de energia da cabeça para o restante do corpo. Isso se dá quando o indivíduo, por qualquer motivo específico em suas atividades, não consegue refrear seus pensamentos.
Sabemos muito bem que o dia-a-dia nos impulsiona à uma demonstração constante de inteligência e raciocínio, de preferência muito rápidos. Esse processo nos causa muita excitação, contudo, quando se projeta em uma constância excessiva, nos projeta ao desequilíbrio.
Os chineses comparam os seres humanos com muita energia mental mal distribuída, à uma garrafa cheia de líquido, que repentinamente é emborcada de cabeça para baixo. A dificuldade da passagem do referido líquido no afunilamento do gargalo é semelhante à região do pescoço e ombros desses seres, sempre congestionados e rígidos.
Devemos entender que apesar de receber várias denominações, e de possuir diversas formas de manifestação, a chamada energia “tchi” possui estrutura semelhante ao sistema circulatório, ou seja, é um circuito fechado e quando se acumula em uma determinada região do organismo, certamente irá faltar em outra, além de causar muitos efeitos indesejáveis no local de congestão.
Com toda essa explicação, gostaria de mencionar que o “mal da energia acumulada na cabeça” é um dos transtornos mais comuns nos dias de hoje, uma espécie de preço que o homem precisa pagar por apresentar uma estrutura cerebral avantajada e que, diga-se de passagem, pode e deve ser redirecionada para objetivos maiores do que os que normalmente observamos a maioria dos indivíduos.
Segue abaixo uma das práticas mais eficazes para ajudar a circular a energia nessa região. Ela é resultado da combinação de diferentes fontes chinesas de “Tchi Kun” para desbloqueio de tensões, drenagem linfática, massagem miofacial, acupressura, Tui Ná e se complementa com dois exercícios da sequência das Nove Dobras (rodar os ombros e subir e descer os ombros alternadamente):

Seqüência de manobras para equilibrar a energia do pensamento (cabeça) e sua interação com a energia do sentimento (pescoço) pelo organismo

1) Pressão média e fricção circular com as pontas de todos os dedos das duas mãos simultaneamente em diversas áreas do couro cabeludo.
2) Deslizar com a palma da mão direita 9 vezes no topo da cabeça (sentido horário) mais nove vezes com a esquerda (sentido anti –horário) (ponto VG20) 100 reuniões.
3) Deslizamento (antero-posterior) começando no alto da testa e terminando na nuca (base do osso occipital), com os 10 dedos em garra, ao mesmo tempo, fazendo um movimento sincronizado, como se estivesse “penteando o cabelo”.
4) Com as palmas tocadas na lateral do crânio (osso parietal), de forma que os dedos apontem para o topo da cabeça (vértice), pressionar com os polegares alguns pontos na nuca (ex. VB20 e B10).
5) Puxar os cabelos.
6) Deslizamento simultâneo com as palmas das mãos desde a testa (osso frontal) passando pelas têmporas e descendo pela face até o queixo.
7) Abaixar e voltar a cabeça para trás expressando sinal de “sim”(flexão anterior e extensão posterior do pescoço). 9 vezes.
8) Tocar as palmas nas orelhas com cada dedo médio entrelaçado sobre seu respectivo indicador, todos apontando para a região da nuca (occipício) e percutir nesse local (bater o tambor do céu).
9) Tapar os ouvidos com a palma das mãos (cotovelos afastados). Pressionar e soltar aumentando o ritmo.
10) Pinçando com polegares e indicadores nas respectivas bordas auriculares (hélix), contornando-as de baixo até o ápice e retornando para a base.
11) Puxar suavemente para várias direções a base da orelha (lóbulo).
12) Deslizar com as pontas dos dedos indicadores pelas reentrâncias das orelhas (conchas), formando um “C”.
13) Tapar e vibrar nos respectivos orifícios auriculares com os indicadores.
14) Fricção descendente nas laterais anterior e posterior da orelha com os dedos médio e indicador em forma de tesoura.
15) Com os dedos indicadores e médios, dobrar para a frente e soltar as orelhas.
16) Inclinar a cabeça para os lados como se quisesse encostar a orelha no ombro (flexão e alongamento lateral do pescoço). 9 vezes.
17) Massagem deslizante e leve com os indicadores sobre o globo ocular (olhos fechados) desde o canto do olho (sulco lacrimal) até as têmporas.
18) Deslizamento com pressão média percorrendo a borda da ossatura que abriga o globo ocular.
19) Movimentar os olhos para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, girando no sentido horário e anti-horário.
20) Piscamento rápido (olhando para frente).
21) Abrir os olhos e levantar um dos braços, postando o polegar apontado para o céu (sinal de “positivo”) e focá-lo, dirigindo em seguida o foco ao horizonte (atrás do mesmo polegar). Fazer a permuta do foco por 3 vezes.
22) Esfregar as mãos e colocá-las em concha sobre os olhos (palming) – relaxá-los.
23) Pressionar o canto interno do olho (osso lacrimal) em ambos os lados, simultaneamente, com os indicadores (ponto B1).
24) Deslizar com os mesmos indicadores desde o entresenho, passando pelas bordas laterais do nariz até as bochechas (sobre os músculos bucinadores), repetindo o percurso por 3 vezes.
25) Beliscar as bochechas, de forma intercalada, com a boca entreaberta.
26) Bocejar 3 vezes.
27) Esfregar as mãos e colocar as palmas cada uma sobre a sua respectiva face.
28) Fazer movimentos de pinçamento, deslizamento e amassamento no dorso do nariz, da sua raiz até a ponta, revezando as mãos, tamborilando, em seguida, a ponta do mesmo, de forma rápida e intercalada, com a polpa dos dedos indicadores (ponto VG25).
29) Pressionar os pontos imediatamente laterais às asas nasais (IG20).
30) Torcer o pescoço para os lados, expressando sinal de “não” por 9 vezes (rotação da cabeça sobre o pescoço).
31) Fazer fricções com os indicadores (vai e vem) nos lábios e depois fazer semi-círculos simétricos com os dedos indicadores ao redor dos lábios (músculos orbiculares da boca), deslizando os mesmos de cima para baixo e vice-versa.
32) Pinçar e puxar para frente os lábios superiores e inferiores, com pequenas rotações.
33) Alongar a língua para fora da boca e retraí-la por 3 vezes.
34) Esfregar a ponta da língua na parte frontal e anterior da arcada superior e inferior, de um lado para o outro das mesmas e também no céu da boca (palato) fazendo círculos e “zig-zag”.
35) Bater as arcadas dentárias, mascar e bochechar o ar.
36) Pinçamento da borda da mandíbula desde a proximidade de cada orelha até o queixo, com as duas mãos ao mesmo tempo e os polegares na parte inferior da mesma.
37) Engolir a saliva dividindo-a em 3 partes (geração da água sagrada).
38) Palmas na nuca com amassamento da musculatura do pescoço e ombros (sobretudo o esternocleidomastóideo e o trapézio).
39) Encolher e soltar os ombros.
40) Girar a cabeça para todos os lados, circularmente, nos sentidos horário e anti-horário por 9 vezes (circundução da cabeça sobre o pescoço).
41) 7 º e 8º Movimentos das 9 dobras (ombros).