quarta-feira, 22 de maio de 2013
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O Monge e o Abismo
Aqui vai uma história que gosto de passar para os alunos, principalmente durante treinamentos mais difíceis, com enfoque no equilíbrio e na concentração. Trata-se de uma verdadeira fonte de inspiração para aqueles que se sintam incapacitados de manter a serenidade em momentos conturbados da vida:
O Monge e o Abismo
Tai Ping era um
jovem e promissor monge que vivia no famoso mosteiro Shao Lin, situado em uma
região montanhosa do interior da China, no início do século passado.
Este local se
caracterizou por ser o berço das artes marciais chinesas, e sua fama ganhou
corpo ao longo do tempo, graças às muitas façanhas dos seus adeptos, todos eles
monges budistas que conjugam treinamento diário rigoroso com devoção
inabalável.
Em uma bela manhã
de primavera o rapaz, no vigor dos seus dezoito anos quase completos, saiu para
treinar o seu “Tchi Kun” (sequência de exercícios para a saúde). Esse era um de
seus muitos hábitos diários, mas mal poderia ele imaginar que estava partindo
para uma experiência ímpar em sua existência.
O termo “Shao
Lin” significa local com pouca mata ou floresta e foi aplicado ao templo por se
localizar numa área que além possuir apenas vegetação rasteira, é repleta de
penhascos com enormes escarpas que, na maior parte das vezes dão a impressão de
tocarem o céu. Neste cenário os praticantes do mosteiro têm, até os dias
atuais, o hábito de escolherem pontos altos e remotos para as suas práticas.
Isso proporciona privacidade, além de servir de teste para o condicionamento
físico de cada um, ao enfrentarem caminhadas difíceis.
Desta vez Tai
Ping escolheu um de seus locais prediletos no alto de uma montanha
circunvizinha ao templo, na borda de um despenhadeiro e com uma visão magnífica
de toda a região. Tudo parecia estar perfeito, mas como reza um antigo ditado
taoista, nada nunca está cem por cento perfeito. Quando todas as circunstâncias
se direcionam para a perfeição é bom que se desconfie, pois o início da
imperfeição pode já ter começado.
Nesse contexto
Tai Ping não havia percebido que estava sendo perseguido por Yie Tchá outro monge
que se dizia muito seu amigo, mas que na verdade alimentava um sentimento de
inveja por Tai Ping, sobretudo por seu ótimo desempenho nas artes marciais e
pelos elogios que recebia dos grandes mestres a respeito da sua dedicação às
práticas meditativas.
Yie Tchá tinha
muito cuidado para que ninguém percebesse esse sentimento, contudo não se
continha em espionar Tai Ping para tentar adquirir algum segredo. Ele só não
queria admitir que o maior segredo estivesse na mudança da sua própria conduta
como ser humano, uma vez que era preguiçoso, egoísta e não poupava esforços
para ludibriar seus colegas.
No momento em que
Tai Ping iniciou seus exercícios, Yie Tchá se acomodou bem discretamente atrás
de uma pedra de proporções suficientes para esconder seu corpo e permitir uma
observação clara e tranquila de seu companheiro de aprendizado, e foi nesse
momento que escutou um estrondo vindo da direção de Tai Ping.
No mesmo instante viu o monge sumir de seu campo de visão
para despencar pelo despenhadeiro, juntamente com um pedaço de terra batida e
muitas pedras de médio porte.
Tai Ping teve a infelicidade de se posicionar em um local
comprometido à beira do abismo, vindo a aumentar o abalo pré-existente no
terreno onde se exercitava, principalmente quando pisou forte com um dos pés no
solo (prática conhecida como enraizamento da energia nas artes marciais). O
impacto provocou a ruptura daquele pedaço de terra, causando o deslisamento.
No mesmo instante, Yie Tchá se encheu de felicidade com a
desgraça do companheiro, tomando o caminho do templo e não comunicando nada a
ninguém. Em sua mente o ocorrido significava a eliminação de um rival que só
lhe causava raiva. Como sempre era muito cuidadoso em suas traiçoeiras manobras,
estava certo de que não houve qualquer testemunha da sua presença junto à Tai
Ping naquele difícil momento, portanto poderia ocultar o fato sem medo de que
fosse desmascarado.
Ele só não contava que Tai Ping havia conseguido se segurar
em um pequeno arbusto que se projetava na parede escarpada, e que após muito
desespero e agitação, se conscientizou que aquela atitude iria leva-lo à morte
como se tivesse desbarrancado direto, junto com as pedras e a terra. É que o
movimento agitado para se segurar e tentar gritar por socorro, além de drenar
suas energias, estava provocando uma vibração excessiva na base do referido
arbusto que associado ao peso do rapaz, fazia com que o mesmo começasse a
perder aderência junto ao paredão com centenas de metros de altura.
Foi nesse momento que Tai Ping avistou uma borboleta
pousando em um outro ponto da encosta, há alguns metros dele. A leveza e graça
do inseto para se equilibrar em meio à forte corrente de ar, num ambiente tão
hostil, fizeram o monge lembrar dos ensinamentos que recebera em suas aulas de
interiorização. Veio então á sua mente as palavras de seu mestre Cao Shan: “Não
há força maior do que a flexibilidade que cede e se adapta a qualquer
circunstância. Seja sempre como o bambu que ao contrário de outras árvores
robustas, tem a propriedade de se curvar e dificilmente de quebra com um
vendaval.”
Imediatamente o jovem parou de espernear, buscou um estado
meditativo e lentamente acalmou sua respiração. Mantendo-se pendurado ali por
alguns minutos recobrou suas forças, estabilizou o referido arbusto e agilmente
conseguiu, através da técnica do pêndulo, levar as pernas ao tronco onde se segurava,
vindo em seguida a se posicionar sobre esse seu apoio. Qual não foi sua
surpresa e horror ao vislumbrar a altura onde se encontrava!
No templo, ao anoitecer, todos perceberam a sua falta, porém
ninguém se manifestou a respeito do seu paradeiro. Isso provocou uma frenética
busca por Tai Ping logo ao clarear do dia seguinte.
Como a maioria dos monges conheciam bem os pontos prediletos
para os treinamentos uns dos outros, não demorou a chegarem ao local do
acidente e constatarem o desabamento. Os gritos por socorro, a corrida para o
resgate com cordas e empenho para não se perder mais nenhum segundo, visto que
outros desabamentos poderiam ocorrer, tudo isso foi uma questão de poucos
minutos.
No final daquela manhã Tai Ping foi examinado pelo monge
médico do templo que diagnosticou apenas algumas escoriações no jovem rapaz.
O ritmo das atividades foi lentamente voltando ao normal
ainda nesse mesmo dia, porém duas almas em especial puderam, cada uma a seu
modo, experimentar grandes aprendizados.
Para Yie Tchá ficou a lição de que suas condutas sombrias
não iriam leva-lo muito longe quanto ao desenvolvimento espiritual, já para Tai
Ping houve o nascimento de uma sensação de gratidão muito grande por seus
mestres, além da consciência de que, mais do que qualquer atributo físico, foi
mesmo a meditação que salvou a sua vida.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Orientações para o ano de Coelho de Metal - IV
PRÁTICAS
Treino de Visualização
Encontre um ambiente tranquilo, onde não haja possibilidade de ser interrompido. Fique em pé, mantendo o corpo relaxado com pernas e braços soltos, e siga os seguintes passos:
a) Mantendo uma respiração calma e profunda, imaginar na inspiração a luz do sol entrando nos pulmões e na expiração, a mesma luz solar saindo dos mesmos e, durante cada ciclo respiratório, uma iluminação total da caixa torácica. Pratique por 5 minutos e relaxe, visualizando-se em situações calmas já vividas;
b) Mantendo o trabalho sobre a respiração, imaginar agora na inspiração a luz do sol iluminando os braços e pernas, e na expiração a luz da lua saindo pelas extremidades dos dedos das mãos e dos pés (movimentando-os nesse instante). Pratique por mais 5 minutos e relaxe, visualizando-se em situações calmas que você gostaria de viver;
c) Ainda focando no ato respiratório, inspire e imagine a luz do sol subindo pela coluna, como se fosse o “mercúrio num termômetro”, iluminando até a cabeça, e expire com a luz da lua saindo pela ponta dos fios do cabelo ou apenas emanando pelo couro cabeludo, para o exterior da caixa craniana. Pratique por 5 minutos e deixe vir à mente qualquer imagem.
Efeitos: acalmar e direcionar a mente para a auto-observação, bem como equilibrar o Yin e Yang (lua e sol) pelo organismo.
Treino de Visualização
Encontre um ambiente tranquilo, onde não haja possibilidade de ser interrompido. Fique em pé, mantendo o corpo relaxado com pernas e braços soltos, e siga os seguintes passos:
a) Mantendo uma respiração calma e profunda, imaginar na inspiração a luz do sol entrando nos pulmões e na expiração, a mesma luz solar saindo dos mesmos e, durante cada ciclo respiratório, uma iluminação total da caixa torácica. Pratique por 5 minutos e relaxe, visualizando-se em situações calmas já vividas;
b) Mantendo o trabalho sobre a respiração, imaginar agora na inspiração a luz do sol iluminando os braços e pernas, e na expiração a luz da lua saindo pelas extremidades dos dedos das mãos e dos pés (movimentando-os nesse instante). Pratique por mais 5 minutos e relaxe, visualizando-se em situações calmas que você gostaria de viver;
c) Ainda focando no ato respiratório, inspire e imagine a luz do sol subindo pela coluna, como se fosse o “mercúrio num termômetro”, iluminando até a cabeça, e expire com a luz da lua saindo pela ponta dos fios do cabelo ou apenas emanando pelo couro cabeludo, para o exterior da caixa craniana. Pratique por 5 minutos e deixe vir à mente qualquer imagem.
Efeitos: acalmar e direcionar a mente para a auto-observação, bem como equilibrar o Yin e Yang (lua e sol) pelo organismo.
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Astrologia Chinesa,
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